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Resenha: Caio Correa e o Baque no Lira de Ouro

  • Foto do escritor: Rafael Cabral
    Rafael Cabral
  • 19 de jun. de 2017
  • 3 min de leitura

Se você escutou o primeiro álbum solo do Caio Correa e gostou, preciso te dizer uma coisa: Vá no show para escutar quase um segundo álbum tão bom quanto ou melhor. Se o "Muriaquitã" foi um baita recomeço para o ex-Scracho, ele se reinventa ainda mais tocando o álbum ao vivo junto com o Baque, banda que lhe acompanha nos shows.

Com um set que contava com o álbum completo e uns covers, Caio fez a galera que compareceu ao Lira De Ouro swingar do início ao fim. Num início de show com "O Caldo" e "Hoje Quem Ri Sou Eu", ele já chegou pra mostrar qual seria a vibe do show. Para quem ainda não tinha entrando na vibe do show, "Boas Novas" serviu pra puxar, e dali pro final não dava pra ficar parado.

Começando a sessão de covers com "Podres Poderes" do Caetano, Caio e O Baque mostraram toda personalidade que eles podem botar em uma música não autoral. Depois fizeram música do Natiruts virar ska e Sublime ter swing brasileiro.

Se você escuta "Xote" para relaxar, precisa dançar ao som da versão ao vivo, que como o próprio disse: ́"Se O Baque entrasse em estúdio pra gravar a música, ela não se chamaria Xote". "Sítio Forte" fez o casal maravilhoso se tornar mais maravilhoso, com direito à cantoria cara à cara.

Se tocar com swing eles sabem bem, O Baque mostrou que no blues eles não deixam a peteca cair, com "Isso Me Faz Bem" e um cover de "Blues Da Piedade", eles fizeram caxias parecer um pub de blues. O show foi fechado com "Papel De Pão" e "É Gol", que ficam com uma atmosfera diferente e tão incrível quanto a versão do CD, o que torna a crítica de letra ter um peso diferente.

Se você é fã do Caio, vale muito a pena ir no show para ver essa nova face dele, e fica ligado que vem coisa nova por aí!

Originalmente do punk rock, o "voz e violão" não foi algo estranho. Rodrigo Costa junto com Vidaut reproduziram um set de uma forma diferente do que os fãs estão acostumados, sem distorção, bateria e pulos no palco.

Com formato mais intimista, o Digo tocou músicas do Forfun, Tivoli, Carranca e alguns covers. A condição adoentada e febril do Rodrigo não deixou o show ruim e o coro do público foi uma ótima forma de ajudar.

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Num repertório que contou com músicas do Forfun de sua autoria, dos álbuns "Polisenso", "Alegria Compartilhada " e "Nu", e também de autoria de Vitor Isensee, levaram o público ao seu maior êxtase. Como explicar o coro em "Largo Dos Leões" e "Sol Ou Chuva"? Porém, se acha que ao tocar músicas do seu novo projeto a galera desanimou, está muito enganado! Estrada Da Vontade da Tivoli e "Jongo" da Carranca foram umas das cantadas a plenos pulmões.

Na hora dos covers nosso querido cantor também não deixou a desejar, com sua versão de "Man Down" da Rihanna e tocando "What I Got" e "Badfish" do Sublime, o público continuou ligado no show e cantando junto.

O único defeito do show foi que, devido às condições de saúde do Rodrigo, não rolou um bis, porque, fora isso, foi uma viagem de nostalgia e novidades na melhor forma de roda de amigos!

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